sábado, dezembro 26

Luis - De quando terminamos

Deborah,
Acabo de chegar em casa: sem você. Hoje é o dia mais infame da minha vida. Hoje percebi que te perdi, por inúmeros motivos. Os bobos, os óbvios, os cegos, os bons e os maus. Esse fracasso eu nunca poderei esquecer: o fracasso de não saber amar.
Acredito piamente que o problema não é não saber amar. Mas, é não ter conseguido amar você. Da forma como uma mulher como você mereceria ser amada: com paixão, fervor, intensidade e fluidez. Não posso negar que o nosso relacionamento mudou a minha vida. Você e fez perceber coisas maravilhosas, até mesmo reconheço a divindade da vida e do amor por sua causa, porque me deste esta oportunidade. Sem você, permaneceria cego caminhando sem rumo algum nesse mundo e nos outros que encontrasse.
Não posso aceitar o fim. Estarei aqui. Permanecerei ao seu lado e se pretende que sejamos apenas amigos, se é isso que o Universo permite, é isso que seremos. Mas, nunca olharei você sem desejo. Nunca aceitarei outros ao seu lado e nunca permitirei que te machuquem. Porque tomo pra mim a responsabilidade de cuidar-te, amar-te e mostrar para você que posso ser o homem que as mulheres procuram e desejam. O homem certo.
Deborah, provável que fiquemos longe por um tempo. Preciso disso. Obvio que assim que te ver, todas essas nuvens em meus olhos, se desfaçam, porque é você que me hipnotiza quando anda pelos corredores com seu ar de superioridade. Parece que Deus, quando te mandou pra cá, mandou com a idéia de mudar as coisas. Você mudará as coisas. Mesmo que não acredite e tenha motivos de sobra pra não acreditar. Mas, eu acredito. E as pessoas que são tocadas por você também acreditam.
Minha amiga, meu amor, minha paixão, meu desassossego, meu desapego, minha eternidade. Saiba que é isso mesmo que você deve fazer: mostrar para nós, homens, como devemos nos comportar. Seja, sim, passional, caprichosa, mimada, mostre-nos como devemos amar. Como devemos entender a alma do feminino, a sua alma, mãe de todas as outras.
Minha caríssima, olho pra ti e tenho a sensação de és velha, anciã, que sabe todos os segredos do mundo, do amor e do sexo principalmente. Seus olhos me dão um arrepio na espinha porque sei que você pode me desmanchar como um castelo de cartas. Possui um poder natural sobre as pessoas. Você seduz, no bom e no mau sentido: vislumbra como cobra. O medo foi a única coisa que você tirou de mim. Poderia me dirigir pra morte que eu iria feliz, apaixonado e crente de ser o certo. Amo você. Sempre amarei. Terei de aprender a viver de outra forma com você. Mas, viverei. Por você permanecerei vivo mesmo quando existir mais nada nem ninguém.

sexta-feira, dezembro 25

Sobre o Amor.

Recentemente, adquiri uma nova e bela obsessão: falar sobre o amor. Embora pareça careta falar sobre isso, penso que nunca existiram tantos sites e agencias de relacionamentos no mundo. Nunca se falou tanto em "como manter seu casamento feliz" ou em "como conquistar a pessoa amada." O que antes era um papo esotérico e se dirigia somente às mulheres de casamento falido ou às adolescentes que procuravam marido, agora encontra alento nos braços de homens e mulheres que desejam tornar seu relacionamento "mais saudável, mais feliz, mais vivo" e consequentemente "encontrar o amor verdadeiro".
Não que eu ache isso tudo uma baboseira.Acredito sim que é importante que se tenha um relacionamento saudavel com seu companheiro ou camapanheira. Mas, receio, porém, que todas essas orientações e "ajudas" e conselhos nos façam perder de vista as dificuldades de se amar uma pessoa. Quando digo isso: amar uma pessoa, digo amar mesmo.
Ouço muita gente por aí que namora e até põe no Orkut que ama tal fulano mais que tudo, dizendo que ainda espera encontrar o grande amor, o amor infinito, de cinema, que pode tudo e que durará vidas e vidas além. Não existe maior hipocrisia. O amor é algo que se apresenta de muitas formas. Mais do que podemos imaginar. E isso só acontece porque somos diferentes e percebemos as coisas de forma diferente, certo? Errado. (Não querendo absolutizar nada) O que acontece é que só vemos o amor de várias formas e conseguimos senti-lo de várias formas, porque não conseguimos sentí-lo inteiro.
O Amor não é somente o sentimento que nos faz sentir vida e alegria. É também um sentimento pesado, denso e que vai além dos limites humanos. Isso mesmo. Nem sempre aquele que ama é feliz e supera todos os obstáculos. Se acreditamos que o amor pode tudo, devemos lembrar que muitas vezes nós não podemos. Embora eu goste mais de acreditar que o amor seja essa coisa tão linda e bonita e feliz e divina; preciso colocar os pés no chão: não é isso que o amor é.
Não é minha função aqui explicar e definir o que seja. Mas, penso que muitas vezes falamos demais "eu te amo" do que deveríamos e quando essa frase se torna sincera, ela raramente passa da barreira que formam nosso dentes. Muitas e muitas vezes os casamentos se acabam porque o amor acaba, mas esperem aí, o amor não acaba! Nós é que nos afastamos dele. Simples assim. Não quero dizer que ele seja infinito. Mas, quero dizer que ele não acaba por acabar, não é como a luz de uma vela que quando acaba o pavio não ilumina mais, mas é como o tempo que sempre corre, mesmo que os relógios e ampulhetas não possam contar.
Matamos o amor. Todos os dias, da mesma maneira como matamos crianças e animais e árvores. A rotina, o egoismo e a falta de comunicação entre as pessoas promove o mais frio e cruel assassinato: o assassinato do amor. Ao inves de olharmos somente para nossos planos de vida, devemos sempre olhar com atenção o do outro e fazer ajustes, devemos saber onde está o outro dentro de nós e nos perguntar se ele está onde merece que está e fazer novos ajustes. Devemos nos privilegiar da companhia do outro e dar ao outro o privilegio da nossa e aí, fazer novos ajustes. Nenhuma relação se completa sem eles. São necessarios, trabalhosos e doloridos. Mas, fundamentais para que a frase: "eu não te amo mais" não seja pronunciada inconsequentemente.
Penso que essa onda de sites, blogs e livros sobre relacionamentos é um indicador de que não sabemos mais nos relacionar. Penso também, que o alto indice de divórcios (mesmo eu não sendo contra eles) no mundo é outro indicador de que não sabemos mais como construir uma relação duradoura. Isso tem remédio? Quando e onde podemos mudar isso? E por que devemos mudar esse quadro?
As respostas eu não tenho. O que tenho são somente inclinações para crer que o amor é peça chave na felicidade das pessoas e na sensação de completude e felicidade que tanto buscamos. Dessa forma, mudar a forma como "aprendemos a amar" seria o primeiro passo para amar as pessoas.

domingo, novembro 15

Limite - Ela

A semana foi cheia. Sua vida inteira foi cheia de coisas vazias e sem-sentido contra as quais ela lutava e lutava com ardor e paixão. Perdera muito. endurecera muito e estava perdida. Afundava novamente no que antes achava ser "verdadeiro". Tudo o que ela menos precisava era brigar com ele. Lembrava de que quando se conheceram ela teve aquela ilusão de que ele fosse diferente. Mas, aos poucos, a impressão de que o pó rotineiro se acumulava em tudo e que ela não seria capaz de arrumar essa bagunça aumentava. A vontade era a mesma de sempre: começar do zero. Essa vontade sempre reaparecia quando ela perdia a fé.
A briga foi grande, por pouca coisa como sempre, porém, dessa vez, milhares de moléculas de raiva e frustração se acumularam em seu coração, tornando-o cego e impelindo-a para o lado escuro do yin-yang. Mas, desta vez, quando ela parou de falar todas as moléculas cruéis que saiam de sua boca, só sobrou lágrimas e depois apatia. E silêncio. Não queria mais conversar, não porque queria encerrar o assunto (como sempre fazia) mas, porque não existiam mais forças nela para isso.
Talvez ele não entendesse. Talvez ela estivesse tão frustrada com a vida que levava que não conseguia ver o quanto ele a amava. Mas, ver não é o dom feminino. Ela queria sentir. Sentir algo, qualquer coisa que a tirasse desse torpor pós-moderno-tecnológico que se instalara como um elefante na sua sala. Talvez o que ela quisesse sentir dele não fosse amor. Fosse vida. Queria sentir a vida, o Movimento. Preferia isso ao invés de Idelaizar como serão as coisas depois que a tormenta passar. Isso tudo é possivel. Queria ajuda prá poder sair de casa e "encarar a vida" como ele mesmo disse. Mas, ela não acreditava que aquilo, aquilo que ela vivia era uma vida.
Só queria ficar ali, quieta. Ele tinha medo de chegar mais perto do que um passo. Aquele lobo ainda rosnava de longe para ela. Ele a magoou e dessa vez ela simplesmente derramou lágrimos, não lutou, não resitiu e não mostrou prá ele que ela era quem era: forte e firme. Viva. Ela simplesmente calou o choro e se escondeu em algum lugar da sua mente, esperando que alguma alma piedosa a levasse embora ou a fizesse ver o milagre divino do "estar vivo".

Limite - Ele

Estavam tensos, brigaram o dia todo dentro daquele apartamento pequeno. A aura local estava pesada e deprimida. Era dificil por serem tão diferentes. Idealismo e Movimento estavam em confronto direto aquele dia. Embora ele parecesse frágil e sensível, mantinha secretamente um lobo dentro de si, que rosnava e arreganhava os dentes da boca para intimidar e machucar seu oponente. Cercavam-se de dedos e de silêncio, arrogância e orgulho. A situação não estava palpavel.
Para ele, a mania dela de não responder as perguntas era irritantemente frustante, pros dois. Ele acreditava que as coisas se resolveriam conversando, mas ele mesmo não sabia se conseguiria manter o diálogo. Estava frustrado por não conseguir manter o controle sobre o limite que estava se impondo na relação, por não conseguir satisfazer as exigencias dela. Seu olhar sempre duro e seu silencio dava prá ver até nos fios de cabelo. Não andava satisfeita com as coisas, estava sempre séria, deprimida e o afastava de sua mente e de seu corpo. Ele não sabia como lidar com isso.
A briga toda começou quando ele fez um apontamento fora de hora. Normalmente não viraria aquele furacão. Mas, desta vez foi como se ela se transfigurasse em outra pessoa. Sua expressão não era a mesma das outras brigas. Estava frágil. Chorou. Gritou e bateu de frente com ele, mas desta vez, sem esperanças de se impor. Era quase um pedido de ajuda. As coisas reviviam em sua mente e em seu estômago. Queria abraçá-la, mas sua frieza o congelara.
Todas as vezes que ele tentou prendeu a atenção dela, ela simplesmente ignorara.

segunda-feira, novembro 2

Quando não sabemos que caminho pegar o
melhor a se fazer é entregar-se às paixões.

quarta-feira, outubro 14

Esperamos que o Amor vá
da mesma forma que veio:
sem dor.

domingo, setembro 27

10 coisas que eu odeio em você e porque.

  1. Odeio quando você fala que me adora daquele jeito que eu não resisto, porque simplesmente, me faz acreditar que o amor existe.
  2. Odeio quando você brinca comigo e me faz rir quando eu finjo que estou brava, porque simplesmente, me faz lembrar que eu não consigo ficar brava com você por muito tempo.
  3. Odeio quando você me tira do sério com suas manias irritantes porque simplesmente me fazem saber quem é você e torná-lo diferente de todos os outros.
  4. Odeio quando escolhe ficar longe de mim só para me mostrar que nossa vida não se resume à quatro paredes.
  5. Odeio quando você me promete coisas que nunca vai cumprir, mas promete de todo coração, porque me faz ter a certeza de que estaremos nesse jogo para o resto da vida.
  6. Odeio quando você dança comigo, daquele jeito que só você sabe dançar, porque - quando danço com outro garoto - fico pensando que só danço bem com você.
  7. Odeio quando você me faz passa pequenas vergonhas em público só prá satisfazer minha vaidade, porque longe disso me sinto sozinha.
  8. Odeio quando você me fala sobre o futuro porque, mesmo sabendo que ele é vago, acredito que será exatamente do jeito que você diz que será.
  9. Odeio quando me beija prá me fazer calar, porque sinto que falo demais e desnecessáriamente.
  10. Odeio quando dorme abraçado comigo, porque depois, sozinha, não saberei mais como dormir.

Luis - Ultima Carta

"Meu querido amor moreno.

Receio muito que um dia essa carta chegue a você por intermédio de meu irmão ou dos meus pais ou de outro amigo nosso. Caso isso aconteça, fará um ano (mais ou menos) que a vida resolveu nos separar definitivamente. E imagino que eu, talvez, no meu pedestal de orgulho e improviso não tenha dito a você tudo o que eu queria realmente dizer.

Estou lhe escrevendo, justamente, para que depois de tanto tempo sem mim você saiba o que sinto. E estou escrevendo isso porque sei que a vida nos prega peças e pode ser hoje ou daqui 50 anos. Mas hoje, precisamente, eu tenho essa vontade e já conversei com meu irmão a respeito. Isso deixou ele meio perturbado, mas o que me deixa perturbado é deixar alguma coisa vazia, alguma palavra não dita entre nós.

Minha caríssima, se algum dia lhe magoei e lhe deixei faltar algo peço perdão. Você sempre foi o sol do meu mundo e te magoar ou ferir nunca, entendeu bem?, nunca esteve nos planos. Tudo o que eu mais desejei e desejo é a sua felicidade plena, do jeito que você achar que ela será.

Deborah, você é uma garota especial, não se deixe contaminar pela poeira do mundo, mantenha seus valores limpos e num lugar onde você nunca esqueça deles. Todas as pessoas que conhecem você se encantam pelo seu jeito e pela sua força e principalmente pela sua sinceridade, sua paixão tem a força de uma bomba atômica e ela faz com que as pessoas se curvem e se reavaliem o tempo todo. Mas a coisa principal que eu te peço é: não minta para você, a verdade dói um pouco as vezes, mas ainda sim é a sua arma contra tudo de mal que vemos no mundo.

Quando as coisas entre nós começaram a acontecer eu simplesmente me deixei levar e desvendar aos pouquinhos a pessoa que você é sempre foi meu maior prazer. E saiba que, se um dia você estiver lendo isso, eu quis cumprir todas as minhas promessas com você e quis que tudo fosse muito real. Até o ultimo minuto.

A minha maior mentira (sim, eu menti prá você) foi dizer que me sentia bem em ter você somente como a minha melhor amiga e que nossos encontros eventuais, onde eu podia ter você só prá mim e da maneira como desejava, me deixavam satisfeito. Porque o meu sonho era ter uma vida inteira ao teu lado como homem, não como amigo. O que eu queria era fazer você dormir sempre e te ver acordar todos os dias da minha vida. E desejei isso desde o primeiro minuto em que te vi, anos atrás.

Quando eu te conheci eu soube que tudo entre nós seria absolutamente diferente de tudo o que viria depois. Quando te vi chorar pela primeira vez eu quis tornar o mundo um lugar melhor para que você nunca mais se sentisse triste, impotente ou magoada. Você não imagina a dor que eu sinto ao pensar que, se isto aqui chegar a suas mãos, te fiz chorar por algum motivo. Nas vezes em que brigamos eu sabia que você sempre saia chateada depois de me ouvir falar todas as verdades cruamente. E quando você ia embora depois de uma briga, minha vontade era, sem duvidas, correr atrás de você e pedir mil desculpas por tudo. Mas, no fundo eu sabia que não poderia fazer isso. E mesmo que fizesse, você não iria me ouvir naquele momento. É por isso que eu esperava o dia seguinte, ansioso prá te ver e te fazer me perdoar por todas as besteiras que eu fazia e sorrir.... ah! Como o seu sorriso me enfeitiçava!

Eu sei que prometi que deixaria você morrer primeiro, prometi o mundo, a lua, prometi que nunca te deixaria. Que sempre estaria ali para cuidar de você. Eu sei. E você deve ter dito que eu prometi e que me fui, que não cumpri minhas promessas. Sei que você deve ter sofrido muito, porque (não sendo convencido) tínhamos algo especial. E imagino que a minha partida tenha sido algo extremamente complicado e que talvez você tenha levado muito tempo para superar. Mas saiba que o meu maior desejo foi estar ao seu lado, até o ultimo minuto seu.

Quero que saiba que eu odiaria estar onde quer que fosse, impossibilitado de falar com você e sabendo que você ainda sofre por isso. Odiaria saber que você desistiu. Não desista! Continue tudo aquilo que começamos! Continue essa construção maravilhosa que é sua alma e seu coração. Odiaria pensar, nem que por um segundo sequer, que você mudou, se petrificou, endureceu. Que não chora mais em desenhos, que não fica doida na TPM e que não sorri de verdade.

Vou cuidar de você onde quer que eu esteja, te ajudarei em sonhos, sinais, lembranças. Você fará bons amigos e eles cuidarão de você. E você deles. E um dia o amor baterá a sua porta de novo e quando isso acontecer não deixe escapar, siga em frente! E saiba que se você estiver feliz e bem sempre terá a minha benção...

Sua integridade e força de espírito me tornaram refém. Sua voz doce e seu temperamento azedo sempre me deixaram confuso. Nunca duvidei de você. E quando achei que fosse te perder... eu chorei. Quando te vi deitada naquela cama de hospital chorei baixinho prá não te acordar, queria trocar de lugar com você, queria te levar para casa e cuidar de você... sempre quis isso. Pode ser que tudo o que eu escrevo esteja confuso, deve ser porque eu estou confuso também. Sem você eu pareço um garoto comum, mas ao seu lado eu sinto que posso transformar as coisas. Você faz isso com as pessoas, faz com que elas pensem que podem transformar o mundo...

Pode ser que nem tudo tenha dado certo comigo e com a gente. Mas cada segundo, cada segundo Deh foram preciosos, deliciosos em sua natureza. E se eu tivesse algo para desejar seria mais uns momentos com você. Cada lembrança de nossa caminhada juntos se espalhou pelo meu corpo e se tornou parte de mim. Todas as vezes que penso em desisitir, eu sei que você estará lá e penso que você não desistiria, porque o seu coração é puro e quente e generoso. Não sei como você consegue. Mas, você consegue. E nunca pára e não permite que parem. Você ainda moverá o mundo... com todo esse seu coração.

Deborah, eu quero que você saiba que eu poderia ficar aqui escrevendo até muito tempo, mas nem sempre eu consigo alcançar as palavras... Saiba que onde eu estiver (se estiver) estarei sempre olhando por você e sempre que precisar darei um jeito para que você saiba que eu estou aqui, ao seu lado. Ok? Sempre...

Agora as coisas que eu não quero que você esqueça: quero que fique firme e que mantenha as coisas em ordem. Quero que cuide de sua saúde e de seu coração. E depois disso, quero que você vá lá e acabe com eles! E quando estiver cansada, magoada, triste e querendo desaparecer da face da terra, saiba que sempre vai existir algo em você que não vai deixar você desistir. E eu estarei aqui de alguma forma.

Mais uma coisa: você foi uma eternidade na minha vida. Uma eternidade de conflitos, confusões, amor, carinho, amizade e lealdade. Você foi a melhor eternidade que alguém poderia ter. E se tivesse durado um minuto apenas (como me pareceu as vezes), ainda assim, teria sido a melhor de todas.

Beijos e abraços eternizados.

Luis

PS: estou realmente te abraçando agora."


Mais uma vez eu me dei ao luxo de me lembrar de você aqui.

segunda-feira, setembro 21

"Seja lá o que o Amanhã trouxer
estarei aqui:
De braços e de olhos abertos."

domingo, setembro 13

Já parou prá pensar que
pode não ter nada a ver?

sábado, setembro 12

O Amor

A cada dia que passa em penso mais em como o amor é, o que ele representa e como ele age em nossas vidas. É meiomaluco pensar nas duas possibilidades amorosas que encontramos: de um lado o amor é uma caixa que só tem um buraco - de onde as pessoas saem e entram quando o amor acaba ou começa; de outro lado o amor é como um descampado de perder de vista, onde plantamos nossas sementes e trabalhamos o sentimento e aqui, não há lugar para se esconder. Se de um lado o Amor se fecha em circuitos herméticamente fechado em condições normais de temperatura e pressao, de outro ele deixa abertas possibilidades posteriores que - de fato - existem, desse modo, o ato de amar é livre e constante.
Agora pensando na atual conjuntura amorosa existente, em qual tipo de amor escolhemos viver? Naquele, óbvio, que reduz as possibilidades à zero, por puro egoísmo do ser que ama. A diversidade existente no mundo não contempla as várias formas de amar e por isso, somos sempre levados à dilemas morais sociamente inaceitáveis. Resumindo é: arcamos com as consequencias de nossos atos, sabendo correr o risco de perder um dos seres amados.
E assim caminha a humanidade...

Daquilo tudo o que sabemos, sabemos o que?

Pois é, estuda prá caramba, passa no vstibular, vai prá faculdade, estuda prá caramba não fica de recuperação e....

Sabe o que daquilo tudo o que sabe??

sexta-feira, setembro 11

Porém, de tudo aquilo que podemos...

fazemos tão pouco....

terça-feira, setembro 8

Ventos Andinos

Ventos Andinos sopraram pro Oriente.
Trazendo flores coloridas e amores calientes.
Esses Ventos Andinos rodaram o mundo
Saíram de lá de baixo, dos mais altos montes.
Ventos estranhos, mornos e pacificos.
Trasnformados em ventania.
Em furacão.
Percorrendo toda America Latina
Até o mais oriente Oriente.
Ventos felizes e de vida própria.
Esses Ventos Andinos.
Ventos vivos, dançantes.
Com sangue espanhol e indio.
Com requebrado brasileiro.
Cheios de brasa, cheios de melodia.
Ah! Esses Ventos Andinos

Eu quis...

Certo dia me deu na telha: vou procurar o amor. Eu quis procurá-lo, encará-lo e dizer: você não é tudo o que dizem por aí. Eu quis isso. E busquei isso. E encontrei, foi mais ou menos como eu disse, tirando o fato de quando ele foi é que eu senti a diferença que ele havia causado. Como um rio, que nunca desaparece sem deixar rastros. Assim foi o amor, deixou marcar profundas no relevo mental que apresento e sei hoje, como pode ser se ele voltar.
E quando ele voltar, ah! ele vai ver só!!!
Marcaremos de nos ver e assim que possivel, vou mostrar que eu também não desapareço sem deixar rastros! Quero ver o vai mudar na vida do amor quando eu passar nela novamente... Eu quero isso... eu quero
E no fim de tudo só poderei dizer: eu quis...

Um Outono chega em minha alma.

Um outono chega em minha alma,
Trazendo consigo ventos gelidos de inverno
E um calor confortante da primavera.
Um outono chega em minha alma,
Trazendo a dormência para um coração febril
E repouso para uma alma doente.
Um outono chega em minha alma,
Com suas cores quentes e sua solidão.
Com seu manto sonolento e vadio.
Um outono chega em minha alma.
Com tudo.
Com força.
Levemente fazendo secar
Aquilo que fervilhava entre as veias.
Um outono chega em minha alma.
Prá ficar.

domingo, agosto 30

Aos meus defuntos no Armario

Estão sozinhos agora. Mudei, passei dessa prá melhor. Estou pronta para dar o próximo passo e nessa mala vocês não cabem. Já pedi as desculpas e fiz o que pude. Carreguei culpa e raiva. Já não posso mais viver assim; consegui sair do buraco e agora posso andar com as minhas pernas novamente.
Por isso estamos livres. Eu de vocês e vocês de mim.
A partir de agora: estou em paz.

quarta-feira, agosto 26

Terra de ninguém

Trago minhas mãos sujas de sangue.
Grosso, espesso, amargo.
Trago meu peito carregado de sonhos.
De fé e de esperanças.
Toda a guerra tem sua contagem.
Mortos e feridos pra um lado.
Vencedores do outro.
Nada muda.
E nunca é o mesmo.
Além do fim?
Se nas minhas mãos trago sangue.
Nos meus olhos tenho estrelas.
Se meu peito é vazio.
Minha alma me completa.
Se no instante o dia aparece.
Num segundo se desfaz.
Minha terra é terra de ninguém.
Meus sonhos não são de ninguém.
Minha vida não me pertence.
Moro onde não existe nada.
Nada, na terra de ninguém.

?

Poutz, hoje aconteceu algo engraçado. Coisas que nem sei porque ou como acontecem. De repente, me vi ali, na frente da casa dele, na mesma rua que cruzei tantas vezes de mãos dadas, abraçada com ele e tudo o mais.
Um desconforto grande.
Ainda existem coisas pendentes?
O que mais deveria ter acontecido?
Não sei, não faço idéia. Tanto eu quanto ele seguimos a nossa vida de uma maneira bem diferente. Nunca mais nos vimos ou nos falamos. Não tem importancia também... Ou será que tem?
Só sei que uma vida vivida com raiva e culpa não vale a pena.
Só isso que eu sei.


segunda-feira, junho 22

Felicidade é: ...

Aproveitar o tempo da melhor forma possível com quem amamos.

Felicidade é: ...

Saber que sempre que precisar alguém vai segurar sua mão.

Felicidade é: ...

Ter um gato quentinho dormindo em você.

Felicidade é: ...


Chegar em casa cansado e encontrar uma cena fofa.
Diante dos fatos, quem pode duvidar?

domingo, junho 21

Incongruente

Das coisas, aprendi pouco até hoje. E de tudo, sei menos ainda. Mas, quê importa? O que faço com toda essa tralha? Tralha mesmo, no sentido de que isso me torra o saco pequeno que Deus me deu. Não faço idéias, não as produzo, não as compreendo. A ontologia delas me escapa. E, talvez por isso, talvez justamente por isso, sua ontologia seja escapista - se isso existe.
E se nada importa porque os casais se separam, os avós morrem e os bichinhos de estimação se perdem na rua, que diferença faz? Que diferença eu faço? Se não importa porque o aquecimento global é eminente, se o Brasil não tem jeito mesmo, se as coisas de vidro caem e quebram quando tocam o chão. Então, o que poderíamos, nós, seres humanos, dotados de limitações, fazer prá mudar as coisas? Tomar banho frio, colocar guia nos animais, usar bicicletas e reproduzir o plastico em larga escala?
Ainda são 7 da manhã e eu já tenho que lavar a louça,fazer o café, limpar a casa. Depois disso sobra pouco tempo. Tempo pra que? Prá que eu quero tempo? Prá cozinhar,costurar, tomar banho,ler, ver tevê? Prá que?
E de hoje em diante, como será? O que se prevê?
Nada.
E a verdade mais verdadeira é que não existe problema maior no mundo do que não ter problemas. Hoje em dia, todo mundo tem problema. Porque o filho foi assassinado, o melhor amigo morreu, a orientadora esta pegando no pé, a faculdade vai mal, os pais brigaram, a avó enche o saco, os cachorros não calam a boca, a crise mundial, a corrupção, o vizinho e por aí vai. Tudo é motivo prá existir um problema. Tudo é um problema.
Antigamente, as pessoas gostavam de viver de maneira simples, ser simpático, cuidar dos filhos. Hoje, hoje não.Essa bagunça toda que vemos sempre. Mas, o que causa ela, ninguém sabe. Ninguém tem culpa. Ninguém faz idéia. Lá vem as idéias de novo... essas escapistas por natureza. Deve ser por isso que ninguém sabe como arrumar essa bagunça. Deve ser.
Antes a soma dos quadrados dos catetos era igual ao quadrado da hupitenusa, mas hoje é assim? Não sei. Não tenho idéia a respeito disso. Se é que se pode ter idéias. As coisas passam, porque o tempo passa. Mas, o tempo existe? Ou nós criamos? Deus criou? Deus existe? De que maneira poderíamos produzir e viver nessa sociedade sem o tempo. Não poderíamos. O tempo é invenção antiga. Até a natureza gosta dele, gerou as estações pra marcá-lo bem, deixa expolicito sua existencia. Então existe de fato?
Fato, aquele fato que Wittgenstein, que seria algo do qual não podemos duvidar. Mas, se eu duvido, então não é fato?
De tudo isso, minha avó diria: você jovens, hoje, tem uma vida mais facil que a nossa foi. Facil? Como assim? Quem disse que é facil viver hoje?
Quem disse que é facil viver?

Promessas

Pormessas são palavras.
Palavras cheias, vazias.
Pela metade.
Promessas são o futuro.
Incertas, inconcretas.
Descrentes.
Promessas são como adesivos.
Colam na cabeça.
Ninguém esquece.
Ninguém cumpre.
Só promete.

sexta-feira, junho 19

O que eu quero de fato é voltar a ser perigosa.

Leve Inspiração

Direto da Sibéria do pensamento, uma pequena inspiração me abala. Ligeiramente, toma conta das minhas perturbações e me traz o silêncio. Aquele que eu tanto, tanto busquei. E agora que está tudo em silêncio, está tudo em silêncio. Ou ço meu coração, minha respiração e sinto-me aliviada por não ter nada.
Nada.
Percebo a cada dia que passa que não me importo tanto quanto me importava. Marquei um ponto fixo em algum lugar do futuro e simplesmente sei que vou chegar lá. Simplesmente sei.
E agora que sei e que tenho silencio. Posso dormir.

quinta-feira, maio 28

Ser Livre é não depender de Nada.

O Amor Acontece Para Quem Deixa As Portas Abertas.


segunda-feira, abril 27

Passagem

Eu vi você de longe. Amaciei seus cabelos, apertei sua mão. De longe. Não tive coragem de mostrar-me, ao contrário, me escondi atrás de uma árvore. Aquilo tudo que existia, existe. Dúvidas embaçam meus óculos. Como posso estar perto e estar longe ao mesmo tempo?

A vida passou atrás de você enquanto eu olhava e decidia se chamava ou não. Não chamei. Não olhei prá trás. Não pensei duas vezes antes de dizer tchau. Não quis conversa nem visita. Não quis café nem calmante. Quis somente aquele momento. Aquele. Em que você passava e eu ficava. Esperando.

E as esperas me fazem bem ou mal. Não importa. Ao mesmo tempo, você andava e meus passos parados no ar, suspensos, travados, fincados no chão não andavam. Não mexiam enquanto você passava. Passavam pássaros, formigas e lagartos. Não prá mim. Aquele momento - só passava você. Será que passava também em minha vida? Ou somente na calçadinha - indo prá casa?

Sensação de que me deixava. Ou eu te deixo e nem percebo? Quanto tempo? Eram três da tarde. Chorei e não sabia porque. Não via motivos. Via a passagem. Os passos, as passadas. Cabeça baixa prá esconder as lágrimas, me escondi prá que não me achasse. Nem percebe. Nem nota que enquanto você passa, passado meu volta e revolta dentro de mim. Não acusa - mudo - que a distância eu que causei.

Depois da festa feita - dos copos quebrados - existe o vinho no chão. Quando? Onde? Por que? Não sei. Não quero saber. Quero ver aquele momento que passa. E eu, como que escondida da vida atrás da arvore, não vi os passos que dei. E eu, como que fugindo da vida atrás da árvore, passei.

Como explicar?

Como explicar que a distância existe antes em nossos corações que nos metros que nos separam?
Como explicar que as pessoas morrem cedo ou tarde?
Como explicar a ausência?
Como explicar o passado?
Como explicar o amor?
Como explicar a falta de sinceridade?
Como explicar a saudade?
Como explicar que nada mais é tão belo quanto foi há um segundo atrás?
Como explicar que as coisas mudam?

sexta-feira, abril 17

Fado Tropical

Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa...

Chico Buarque e Ruy Guerra

sábado, abril 11

Perdi, perdas.

Perco as contas daquilo que deixo de fazer. Dos sonhos desfeitos, das almas que carreguei. Perco as contas daqueles que amei e que joguei fora. De todas as chances, os lances perdidos no mundo, dos chutes na trave. Perdi as contas dos amores engarrafados. Das dores que deixei pra lá e das vontades não cumpridas.
Perdi as contas.
Perdi os rumos.
Perdi os sonhos.
Perdi a vontade de viver.
Perdi meu coração em algum lugar...
Esqueci-o e ele mo esqueceu...
Perdemo-nos...
Perdi.

O que sou eu

Sou uma alma pequena
Transviada
Subversiva
Sou uma filhadaputa
Enlouquecida
Perdida
Sou uma tranqueira
Carregando badulaques
Comendo bobagens
E vomitando sonhos

Desabafo

Diante de tudo, poucas coisas são uma opção. Sinto dentro de meu peito a mesma raiva, a mesma fúria que sentia anos atrás. Indomável, meu espirito rebela-se contra mim e quer seu caminho, quer suas vontades, quer seus sonhos e deixa-me, perante os outros, um ser frio e distante.
O que fazer quando o que se sente não correponde à realidade dos fatos? Quando não nos sentimos acolhidos e bem-vindos? Quando nos sentimos culpados?
O que fazer?

Duas coisas marcantes demais aconteceram em minha vida. Duas coisas dobraram meu ser dentro de si mesmo e o grito e as lágrimas que deveriam ir prá foram, entram e calaram-se. Permanecem congeladas, estáticas, fixas aqui e em qualquer outro lugar, permaneceriam assim... Por quanto tempo?

sexta-feira, abril 3

Pirataria

Quem falou que não pode ser?
Não, não, não, eu não sei por quê
Eu posso tudo, tudo!
Me disseram pra não dizer
Não, não, não, eu não sei o quê
É absurdo, eu não sou mudo!
Quem falou que não pediu pra nascer?
Não, não, não, não...
Eu sinto muito, vai ficar pra outra vez.
Não é possível ser pirata em paz
Que um transatlântico vem logo atrás
Eu sei que ele está perseguindo
O meu tesouro escondido, não, não!
Quem falou que não pode ser?
Não, não, não, eu não sei por quê
Eu posso tudo, tudo!
Me disseram pra não dizer
Não, não, não, eu não sei o quê
É absurdo, eu não sou mudo!
Quem falou que não pediu pra nascer?
Não, não, não, não...Eu sinto muito, vai ficar pra outra vez.
Enquanto isso, eu continuo no mar
A ver navios pra poder navegar
A nau dos desesperados
Navio fantasma e seus piratas pirados!
Não, não!
Meu bem, vai ficar pra outra vez!
Oh, meu bem, vai ficar pra outra vez

Rita Lee e Lee Marcucci

Preocupações

As preocupações me alucinam. Quase uma droga, uma necessidade - inventar algo que me traga problemas. Vicío mesmo. Febril eu levo a minha vida e calada observo as coisas que não gosto. Atualmente só me retiro, quieta.
Não quero mais saber de nada disso. Vou cuidar de mim...
Vou cuidar mais de mim...
Ou não.
Mas, o fato é que, "enquanto eu puder sorrir, enquanto eu puder cantar, alguem vai ter que me ouvir." - Faço minhas as palavras de Chico... Ah! Chico...
Saudades....

Amigos, amigos. Negocios apartam.

Sabemos bem que os amigos são importantes e tal e coisa e coisa e tal. Durante toda a nossa vida teremos as mais variadas e infindáveis possibilidades de amizades, boas ou más, pequenas ou grandes, e, diante disso, existem coisas que os amigos compreendem e passam pra frente. Além disso, sabemos também que os amigos, sejam quem forem e façam o que fizerem, possuem suas caracteristicas particulares e os sonhos necessários para sua própria exitência. Nada mais justo. Nada mais justo que respeitemos sua individualidade e seu modo de pensar e suas virtudes e seus desembaraços diante do mundo, bem como seus defeitos e suas esquisitices que todo mundo tem - não adianta, todo mundo tem.
Porém, as vezes, a amizade se torna pesada e infeliz, diante de tais coisas, sabemos que nada podemos fazer. Que o fulano(a) está em uma fase diferente, está mudando, etecetera e tal. E eu com isso?????
Amigos, amigos... Os negócios apartam.
Diante de algums possibilidades da vida e mudanças necessárias, algumas coisinhas começam a incomodar, as pessoas, tomam rumos diferentes, querem coisas diferentes. Esses negócios apartam aqueles amigos que antes não imaginávamos ver separados. A presença de um necessáriamente exigia a presença do outro. Porém, nem sempre as amizades resistem as coisas. E quantas coisas!!!

A sua amizade... ela resiste? Quanto tempo?

"Todos os copos de vidro são passíveis de serem quebrados."

sábado, março 28

Te quero

Te quero quieto
Como deve ser
Te quero tranquilo
Como sei que é
Te quero amavel
Como o contrário não existe
Te quero simples
Como as gostosas coisas
Te quero suave
Como pretende estar
Te quero forte
Como espero ser
Te quero ver

O sonho de valsa que você me deu tinha um gosto de samba....
Nada mais dificil do que ver o óbvio escondido em nossa vida.

terça-feira, março 24

Moral e Ordem Cronológica

A literatura já abordou todos os tipos psicológicos de conflitos eróticos, porém o mais simples dos motivos externos de conflito não foi considerado por causa de sua obviedade. Trata-se do fênomeno de já estar envolvido, a situação em que a pessoa amada se recusa a nós, não em virtude de inibições e antagonismos internos, nem por excesso de frieza ou de ardor reprimido, mas porque já existe uma relação, que exclui uma nova. N verdade, a ordem cronológica abstrata desempenha um papel que se gostaria de conferir à hierarquia dos sentimentos. No fato de estar comprometido, fora a liberdade de escolha e decisão, há ainda algo inteiramente contingente que parece contradizer por completo a exigência de liberdade. Até mesmo numa sociedade livre da anarquia da produção para o mercado, e com mais razão ainda em semelhante sociedade, dificilmente haveria regras que presidissem à ordem na qual as pessoas travariam conhecimento. Se fosse de outro modo, um tal dispositivo equivaleria necessariamente ao mais insuportável atentado à liberdade. Por isso mesmo a prioridade dessa casualidade tem fortes razões do seu lado: quando se dá preferência a uma nova pessoa, faz-se sempre mal à outram na medida em que todo um passado de vida em comum é anulado, toda uma experiência é riscada. A irreversibilidade do tempo fornece um critério moral objetivo. Este, porém, está intimamente relacionado com o mito, como o próprio tempo abstrato. A exclusividade contida no tempo desenvolve, de acordo com seu próprio conceito, no sentido de uma dominação excludente de grupos herméticamente estanquese, em definitivo, da grande indústria. Nada mais comovente que o medo da mulher que ama, de que uma outra possa atrair para si amor e carinho - suas melhores posses, pelo fato mesmo de que eles não podem ser possuídos - precisamente por meio daquele novidade que é produzida pelo privilégio do mais antigo. Mas, a partir desse sentimento comovente - sem o qual desapareceriam todo calor e toda a proteção - , um caminho irresistível, passando pela aversão do irmão caçula pelo desprezo dos estudantes das corporações pelos calouros, conduz às leis de imigração impedindo a entrada de todos os não-caucasianos na Austrália social-democrata e à erradicação das minorias raciais pelo fascismo, com o que, de fato, todo calor e proteção se desintegram no nada. Não somente como Nietzsche bem sabia, todas as coisas boas foram más uma vez; as coisas mais delicadas, abandonadas à prórpia inércia, tendem a culminar numa brutalidade inimaginável.

Seria ocioso pretender indicar uma saída para esse emaranhado. Não obstante, é possivel designar o aspecto fatal que põe em jogo toda aquela dialética. Trata-se do caráter excludente do que é cronológicamente primeiro. A relação inicial, em sua pura imediatidade, já pressupõe aquela ordem cronológica abstrata. Históricamente, o prórpio conceito de tempo formou-se tendo por base a ordenação da propriedade. Mas a vontade de possuir reflete o tempo como angústia diante da perda, diante do irrecuperável. Fazemos a experiência do que é em relação a possibilidade de seu não-ser. Com isso, é aí qie ele se torna mesmo uma posse, e é trocado por outra posse equivalente. Uma vez transformada por completo em uma posse, a pessoa amada, a rigor, não é olhada mais com atenção. A abstração no amor é o compleme4nto da exclusividade, que se manifesta de maneira ilusória como o contrário da abstração, como o apego a este ente único. Essa fixação deixa escapar seu objeto precisamente por fazer dele um objeto, deixando de alcançar a pessoa que, ela reduz à condição de uma "pessoa minha". Se as pessoas não fossem mais uma posse, também não poderiam mais ser trocadas. A verdadeira inclinação seria a que se dirige de maneira específica ao outro, que se prende aos aspectos que se ama, e não ao ídolo de personalidade, esse reflexo da posse. O específico não é exclusivo: falta-lhe a tendência à tonalidade. Mas, num outro sentido, ele é exclusivo: na medida em que, se não proíbe a substituição da experiência ligada indissoluvelmente a ele, por seu mero conceito impede que ela advenha. O que protege o que é totalmente determinado é o fato de que ele não pode ser repetido, e é justamente por isso que ele tolera o outro. A relação de posse entre as pessoas, ao direito exclusivo de prioridade, pertence exatamente a seguinte sabedoria: meu Deus, afinal são apenas seres humanos, e de qual deles se trata não é o mais importante. Uma afeição que nada soubesse dessa sabedoria não precisaria temer a infidelidade, porque estaria imune à falta de fidelidade.

Theodor Adorno - Minima Moralia

segunda-feira, março 23

E a vida retorna ao meu corpo

Depois de um longo e chatíssimo período onde fiquei longe da escreita, dos amigos e de mim mesma, retorno da minha viagem recarregada, cheia de energia e de vontade de viver.
Das coisas que acontecem e desacontecem. Das coisas que são e que mudam. Cheia de vida como se fosse a primavera, retomando o ciclo de vida que era o meu habitual.

"Viver e não ter a verganha de ser feliz. Cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz."

quarta-feira, março 18

Criando formas prá sobreviver.

Passo os meus dias, ultimamente, sem pensar em grandes coisas. Quero coisas novas, pessoas novas, vida nova. Quero me despir dessa indecência, desse mau-humor. Quero que as árvores façam as folhas refrescarem o dia e crescerem - aumentando a sombra.
Tenho criado idéias, coisas, formas. Tudo para poder sobreviver nesse mundo em que me sinto muito só.

segunda-feira, março 16

Fatos Deborianos

Meu nome é Deborah. Nasci em uma cidade do interior de São Paulo chamada Bauru. Vivi nesta cidade, integralmente, até os 18 anos da minha vida. Hoje, sou estudante de filosofia na UNESP, em Marília. Claro que existem coisas no meio desse caminho que não são agradáveis e nem merecem mais a atenção. E se merecem não a dou porque me dói o coração.
Minha familia é uma familia como qualquer outra, temos pai, mãe e somos em duas irmãs. Minha mãe é enfermeira no Instituto Lauro de Souza Lima - antigo leprozário Aimorés. Meu pai é mecânico e trabalha na firma da minha familia desde os 13 anos de idade. Minha irmã se chama Nathalia (eu que escolhi o nome) e é uma adolescente de quase 13 anos de idade. Temos também cachorros e gatos, além de uma tartaruga.
Quando eu era pequena minha mãe me ensinou a não magoar as plantas, pois elas sentiam dor e sofriam como nós e qualquer outro animal. Me ensinou a falar baixo e a respeitar o momento de falar. Ainda nessa época, eu gostava de ir ao trabalho com ela, além do Instituto ser um lugar muito bonito, a convivência com o lado profissional da minha mãe me proporcionou um conhecimento a respeito dela que hoje me é muito pecuiliar.
Cresci com meu primo Fábio, crescemos juntos e hoje estamos vivenciando a academia ao mesmo tempo. Primo por parte de pai, pois o lado da minha mãe é bem pequeno e somos somente 3 netos: eu, minha irmã e o Gabriel (nessa ordem cronológica). A familia do meu pai é descendente de japoneses. Minha bisa e meu biso vieram de lá, fugindo da guerra. Meus avós estão casados à quase 52 anos e ainda gosto de olhá-los, imaginando que eu poderia ter essa sorte de amar alguém durante tanto tempo. São 6 filhos, incluindo meu pai; 12 netos, sendo 2 já falecidos. No Natal era sempre bom estarmos juntos, porém, conforme crescemos e coisas acontecem a casa de nossos avós se torna pequena e vazia. Coisa que os entristece e a mim, as vezes, quando para prá pensar.
Minha irmã nasceu eu tinha quase 8 anos de idade. Já faz tempo. E sempre tendo a achar que ela é mimada demais. Ao mesmo tempo em que somo parecidíssimas, somos também distintas - tanto em nossa fase de maturidade (nem tanto assim) quanto na própria personalidade e preferências. Mesmo assim, gosto de estar com ela, quando não está de mau humor. Muitas vezes parece que temos a mesma idade.
Demorei um certo tempo prá gostar dos meus avós maternos. Sempre cheios de restrições e manias que eu não entendi quando criança. Hoje tenho muito respeito por eles, embora meu avô seja uma figura um tanto controversa na minha vida e nos meus sentimentos. Para eles eu sou a neta mais velha, a primogênita. São meus padrinhos de batismo e isso não significa muita coisa. Durante algum tempo fiquei afastada deles, hoje posso me dizer próxima de minha avó somente.
Ao longo da vida, as coisas se modificam, e tanto os fatos familiares quanto os outros nos formam, nos moldam e nos modificam. Não sei ainda bem. Mas, sei que isso é um fato.
Lembro-me de minha infância entre bicicletas, arvores e telhados, buracos nos jardim e jaboticaba no pé. Das visitas de familiares e amigos. Das brincadeiras e das mentiras. Dos amiguinhos de escola, que ainda me recordo quando, muitas vezes, não me lembro de ter almoçado ou não.
Lembro-me que fiz meu pai ir ao cinema prá eu assistir cavaleiros do zodíaco - a batalha final. Lembro-me de ter caído de bicicleta muitas vezes. Lembro-me de ter ido ao parque de diversões. Lembro-me da primeira vez na montanha russa. Lembro-me de ter desenrolado todo o papel higiênico do rolo. Lembro-me da professora Ivete, no parquinho. Lembro-me que roubava mandju (doce tipico japonês) na época de Natal e lembro também que mesmo grande não ajudava. Lembro-me de ficar horas fazendo qualquer coisa sozinha. Lembro-me que não gostava de bonecas e tinha um quase-medo do escuro, que hoje se agravou.
Lembro-me de tantas coisas, cheiros, roupas, pessoas, que pareço um arquivo morto ambulante... Creio que todos nós somos....
"Como é dificil viver carregando um cemitério na cabeça!" - Barão Vermelho.

Memórias de quem já foi feliz.

Alguns tempos atrás, não muito, eu era feliz. Sentia a minha vida escorrendo em meus braços e felicitáva-me saber que o dia de amanhã não tardaria a chegar. Coisas pequenas faziam o meu dia valer a pena, todos os dias. Eu não era amargurada muito menos ocupada demais. Eu era simples, vivia de forma simples e gostava da vida.
Hoje me pergunto por onde anda aquela menina dos olhinhos puxados, das risadas incessantes e dos sonhos coloridos... Me pergunto por onde anda eu mesma e minha vida e porque tudo anda tão maluco e esquizofrênico.
Não sei onde deixei minha vida. Em que coração frio e cruel desperdiçei o meu amor. Quer dizer, até sei. Mas, de que adianta saber? As coisas não voltam. O fluxo da vida é claro e somente prá frente é que andamos. Como andamos e por qual motivo não se sabe. Nem se sonha. O futuro é uma quimera descabeçada com oito dedos em cada mão.
E quando me perguntarem o que eu fiz da vida, o que responderei? Responderei: vivi, amei e morri de amor... Porém, nada mais justo ao último romântico morrer de amor nunca mais amar...

quinta-feira, fevereiro 26

Convivendo com a decepção

É dificil conviver com a decepção... A constante decepção.
Pode parecer coisas adolescentes, escrever algo assim, que eu não falo nem com meus amigos, aqui: onde o qualquer um pode ler... Incluindo pessoas que talvez não gostem de saber disso....

Ninguém está livre da dor. Da decepção ou do abandono...

domingo, fevereiro 22

A ilusão do voltar como era antes.

Diante de uma crise ou uma mudança, as pessoas tendem a comparar o atual momento com o passado. E, frequentemente, caem na ilusão de que podem voltar a ter o que tiveram antes ou a ser como o que era antes.
Digo ilusão, porque o fluxo da vida só possui um sentido, ou seja, mesmo que espiralado o passado e o presente não se tocam. As decisões que fazemos, não são reversiveis, pelo contrário, elas nos levam ao que somos atualmente. 
Einstein dizia que uma mente ampliada jamais volta ao tamanho orignal. Se encaramos nossas experiências de vida como catalizadores de nossas expansões nunca mais poderemos ser quem fomos antes de realizar qualquer uma delas.
Mediante esse fato, quando, em uma crise, dizemos que nos esforçaremos prá ser como antes ou pra ter o que tivemos antes, estamos mentindo descaradamente. Nada na natureza regride por vontade própria, ainda mais se a evolução foi propicia e fornece a sobrevivencia do individuo.
As pessoas (isso inclui muitas delas e até mesmo eu), tem o hábito de encarar as mudanças como algo ruim, principalmente pelo fato de saber o que fazer quando reconhece-se a diferença entre o que se foi e o que se é. A mudança faz parte da vida e deveríamos ser educados para saber lidar com isso e encará-la com naturalidade, ao invés de odiá-la e temê-la.
Ao notarmos que a mudança é natural e espontânea notaríamos, automaticamente, que não podemos voltar atrás e não nos iludiríamos nem à outras pessoas com a falsa sensação de que podemos resgatar aquilo que já fomos ou tivemos.

sábado, fevereiro 21

As pessoas se enganam.

As pessoas se enganam quando dizem que é prá sempre ou quando falam nunca mais. Se enganam por achar que a vida não pode ser melhor, por acha que não existe luz no fim do túnel. Por pensar que a soxiedade não tem jeito, por acreditar que o mundo é um caos.
As pessoas se enganam quando creêm que nada muda, que nada permanece, que tudo o tempo cura. Se enganam ao deixar a torneira pingar, o bolo queimar e a vida passar. Se enganam quando chegam em casa e pensam que terão paz. Se enganam ao dizer que depois que os filhos crescem os problemas se acabam. Se enganam ao sonhar com o futuro e andar-dormindo-acordado.
As pessoas se enganam por acreditar umas nas outras. Se enganam por não ter fé na vida. Por não acreditar em nada. Se enganam por pensar que tal partido é melhor que o outro. Por morar no exterior. Por gastar demais.
As pessoas se enganam quando pensam que a velhice é boa. Que a morte é ruim. Que todo casamento é feliz. Se enganam quando acreditam que tudo vai melhorar sem se fazer nada. Que as coisas caem do céu e que tudo tem seu tempo.
As pessoas se enganam ao dizer eu te amo. Se enganam ao pensar que não querem nada. Que não fazem nada de mal. Que tem uma vida coerente com seus princípios. Se enganam ao sentir tristeza sem motivo. Ao comer chocolate. Ao beber refrigerante e ao ler o jornal.
As pessoas se enganam quando saem prá balada. Quando andam de madrugada. Quando param no sinal. As pessoas se enganam quando olham no espelho. Quando fazem regime. Quando vão a aacademia. Se enganam ao faze plática, botar maquiagem, tomar proteína.
As pessoas se enganam quando pintam as unhas. Quando lavam os rostos, quando tomam café. Se enganam ao ir ao trabalho. Se enganam quando dizem que sabem. Quando não dizem o que pensam. Quando não sabem o que querem.

As pessoas se enganam...

sábado, fevereiro 14

Ah... A Solteirisse!

Depois de tempos em um relacionamento as coisas começam a não funcionar mais tão bem, brigas, desencontrpos, idéias diferentes, sonhos diferentes, interesses diferentes. Como pode aquela pessoa que amamos tanto, que pensávamos que conhecíamos mudar tanto? Pior! Da noite prá dia, aquele ser maravilhoso e carinhoso, com quem contávamos e com quem pensávamos em passar o resto da vida, simplesmente se transformou e agora, não quer mais estar ao nosso lado. Deseja liberdade ou conheceu outras pessoas. Diz que não dá certo ou que não quer mais.
Quem nunca passou por uma dessas situações acima? Quem nunca se viu nesse beco sem saída onde a solteirisse entrou e sentou na sala, quando o que mais queríamos era continuar aquele relacionamento para o qual nos dedicamos tanto???
Mas, enfim, solteiro(a)...
E AGORA?
O normal eh sentir-se um lixo, chorar mais do que acha que pode, ficar com os olhos esbugalhados e roxos de tanto limpá-los, assistir filmes tristes, ouvir musicas tristes, ficar em casa matando aquele pode de dois litros de sorvete e ligar para o ex (maldito(a)) só para se machucar ainda mais. Isso é o normal.
Mas, é o certo? Não, não é. O certo é criar coragem e ir prá frente, enfrentar toda essa tristeza e galgar lugares melhores pra se estar. E pessoas também, porque não?!
Mas, a solteirisse não é tão ruim assim... Ela é importante - depois que terminamos um relacionamento - para saber o que queremos para nós dali prá frente, importante para definirmos o que somos e o que sentimos. Além disso, é uma liberdade diferente daquela que experimentamos anteriormente dentro do relacionamento a dois.
Existem aquelas outras dicas do tipo: ocupe-se, apague o telefone do(a) ex, evite e-mails, visitas ao orkut e essas coisas.
Mas, na verdade não estou aqui pra falar do processo de fossa que todos passamos, mas sim do estado de solteirisse e de como ele é benéfico - porém deixo claro que tudo na vida tem vantagens e desvantagens.

Para quem gosta de estar sempre acompanhado a solteirisse é uma fase não muito agradável, embora necessário. Para quem não se importa, a solterisse não faz diferença alguma. E pra quem evita se enroscar em curva de rio, esse é o melhor estado civil do universo.
Nos dias dos namorados a solteirisse é a maior vilã das pessoas, nas viagens pro carnaval a maior aliada. Por isso, penso que esse é o estado civil mais controverso de todos.
Em inglês, dizemos que estamos "singles" - ou seja - sozinhos. Mas, ser solteiro é ser sozinho? Talvez, quando temos uns 100 anos; mas na juventude ou mesmo na vida adulta a solteirisse não significa, exatamente, solidão. A solidão é outro sentimento, que normalmente acompanha a carencia, mas não o estado civil. Mesmo quando estamos comprometidos podemos nos sentir sozinhos, não é mesmo?
Como eu já disse, depois de um intenso relacionamento é importante um tempo sozinho, para organizar as coisas. Mas e depois desse tempo? Depois que já organizamos a nossa vida interna, devemos organizar a nossa vida externa, ou seja, procurar os amigos, novas companhias, novos sonhos e novas metas. E para isso, a solteirisse serve muito bem. Podemos planejar viagens, conhcer pessoas novas, mudar o rumo sem nos preocupar em como isso afetará a vida de nosso parceiro(a).
Ah... A Solteirisse!
Saber aproveitar cada fase da vida é o esencial. Assim como é bome star envolvido com alguém, é bom estar envolvido consigo mesmo. Por isso, a solteirisse pode ser deliciosa como um romance.

terça-feira, fevereiro 10

O que você vai ser quando crescer?

Nesse período onde alguns alunos estão entrando na faculdade e outros retornando a ela é que creio ser cabível a pergunta: o que você vai ser quando crescer? Parece boba a pergunta que nos é feita desde que vamos à escolinha. Porém, ela é bem capiciosa e possui uma grande concentração de sonhos, cobranças, responsabilidades e curiosidade.
Querer saber o que seu filho, sobrinho ou primo mais novo pretende fazer da vida é natural e simplismente estimulante para quem pergunta e quem responde. O primeiro porque visualiza o futuro daquele pequeno ser humano de forma bela e entusiasmada. O segundo porque mal sabe o que significa crescer, porém o imagina sem limitações ou obstáculos. Obvio que ao longo dos anos a realidade passa a tomar conta da visão daquele que responde e, este, passa a enxergar suas habilidades e limitações e através delas estipula seus gostos e seus anseios, procurando encaixar-se em alguma profissão.
Porém, ao longo desse caminho complicado que é a formação acadêmica, decepções e desvios acontecem. Por vezes aquele que tinha tudo para estar em uma boa universidade não entra e aquele que nem sabe o que está fazendo direito acaba graduando-se e seguindo anos naquela profissão.
É mais do que natural, para os que chegam à universidade, querer saber como funciona o curso, o que acontece dentro de seu ambiente acadêmico, como funciona uma ou outra coisa. Mas, é natural também que se decepcionem com o curso que escolheram e para o qual se esforçaram tanto.
Muitas vezes cria-se uma expectativa vazia do que se pode aprender, sentado em uma sala universitária. Ao longo do tempo as frustrações diante dessas mesmas expectitivas tornam-se muito maiores do que a satisfação com o curso. Muitas vezes isso tem a ver com a imaturidade da pessoa (e isso não quer dizer quanto anos ela possui), outras vezes tem a ver com a vocação que se pensava ter e não se tem.
Mas, nada disso é o fim do mundo! Assim como aquele que não se encontrava bem no incio pode se apaixonar pelo que passará a fazer, aquele que amava pode - simplesmente - mudar de idéia! E as idéias estão aí, para que mudemos, adaptemos e encontremos algo que nos faça feliz. Existem milhares de opções que podemos escolher e recomeçar não é fracassar - pelo contrário - é mostrar que diante dos fatos, lutamos e buscamos algo que fosse melhor para nós.
Por isso para os que sabem a resposta da pergunta: cuidado com certezas absolutas. Para os que não sabem: o caminho que se escolhe deve ser escolhido com paixão e não com razão - pois no fim o homem que não possui coragem de assumir seus amores não possui coragem alguma. E para os que estão indecisos: fechar os olhos, meditar e ouvir "a voz que vem de dentro" é um ótimo conselho.

E você, o que vai ser quando crescer??

=)

sábado, fevereiro 7

Sabado a noite na net.

O que se faz sabado a noite na internet?
Quem fica em casa de sabado a noite? Provavelmente, alguém que está cansado ou não tem companhia pra sair. No meu caso é a segunda opção. Mas, nem me importo muito. É bom prá pensar e descansar. E com o calor que está fazendo aqui... nem se fala.
O bom mesmo seria uma piscina na chacara... Ai ai...
Mas, enfim, esse aqui é só um relato desse pequeno incomodo de uma ex-baladeira.

Now, let´s go to work!


quarta-feira, fevereiro 4

Terça Insana

Quem nunca ouviu falar desse programa, que se passa as terças no SESC São Paulo? Famosinho, não??
Mas, aqui a Terça Insana é outra, vou relatar a história de um grupo de amigos que fizeram suas terças mais uma experiancia de conhecimento próprio e do outro em uma ou duas terças-feiras de sua adolescencia. E, infelizmente, uma porcaria de reação que explodiu anos mais tarde por conta disso.

Eram amigos por mais ou menos um bom tempo. Em uma dessas reuniõezinhas em casa, os dois casais de amigos decidiram saber como era "estar" com outras pessoas. Nisso, resolveram se beijar, se abraçar e se exporem um para os outros. Enquanto eram esses quatros, não houve problemas. Pelo contrário!!! A Amizade até aumentou. Claro que os compromissados tiveram alguns problemas, mas nada que nunca pudesse ter sido resolvido...

O fato é: se empolgaram com esse auto-conhecimento e o estreitamento da amizade que esse "jogo" proporcionou. Resolveram tentar com mais dois amigos. Apesar de uma certa resistencia inicial de um dos membros.
Enfim, em uma bela madrugada de terça-feira, um grupo de cinco amigos (três meninas e dois meninos - entre eles um casal estabelecido) entraram em um motel para "jogar".
Jogaram. Não houve sexo, não houve mais do que duas taças de vinho pra cada um, não houve nada que não fosse consensual de todas as partes. E isso, estreitou a amizade, fortaleceu os vinculos e ficou entre eles. Mas, o nome do jogo se espalhou. E eles, que sabiam do que se tratavam, brincavam entre si, deixando as pessoas que não sabiam do que se tratava sem saber do que se tratava. (^^)
Depois de um tempo as coisas mudaram, um casal de desfez, um dos meninos começou a namorar uma menina que era amiga do grupo, porém não participou de nenhum jogo e não gostava muito de ouvir falar da tal Terça Insana.
Mais ou menos dois anos e poucos meses depois, esse casal referido acima, coloca as cartas na mesa, ou seja, ele explica pra ela o que aconteceu nessa terça insana. E ela, obvio, não gostou nem um pouco, mesmo não sendo namorada dele na época. Mas, na época, ela era amiga de duas, das tres meninas, que estavam envolvidas e que, no caso, se envolveram com seu atual namorado (mas que naqueles tempos era solteiríssimo!).
Resultado?
Ela resolve brigar com essas duas amigas mas fica com o namorado. Estranho não? Pois é. Os seres humanos lidam de formas muito estranhas com seus problemas. Ela não é diferente. O pretexto usado por ela para brigar é que: isso foi nojento e que elas deveriam ter contado pra ela.
Contado por que? Prá ela não falar com elas um pouco antes?
Agora, as amigas tem culpa e as relações são cortadas, porém, o namorado que tamb´me estava lá permanece em seu "posto" sem nenhum problema.

Essa história é baseada em fatos reais e eu nãio falei os nomes para que as pessoas fossem respeitas e porque não interessa.
Contei essa história de forma rápida para que eu pudesse, enfim, chegar ao que eu queria escrever aqui.
Muitas mulheres (e homens, por que não?) ao se verem "traidos" ou sentirem que seu relacionamento está de tal forma ameaçado por outra pessoa, imediatamente preocupam-se com aquele outro - que não o seu companheiro (a) - e resolvem logo tirar satisfações. Enquanto se distraem com uma terceira pessoa, perdem de vista aquele que é de seu interesse e esquecem-se da máxima: quando um não quer, dois não brigam.
Agora, se, em um relacionamento com duas pessoas, existe o fato de que seu parceiro(a) esteve com outra pessoa, essa pessoa é a ultima coisa que devia lhe interessar, devia mesmo é saber o porque seu amor resolveu - mesmo que por um tempinho - estar com outra pessoa. Mas, é mais confortável (não é mesmo) ir lá e dar uns tapas naquela piranha ou uns socos naquele canalha, do que olhar pra sua princesa ou pro seu principe e encarar a realidade de que existe a possibilidade dele querer, realmente, ter feito o que fez.

Caso isso ocorra com você, não opte pelo caminho mais confortável. Encare a realidade. Se não consegue viver com esse fato - termine seu romance. Mas, não faça cenas, não quebre a cara de ninguém, nem corra o risco de se iludir por pensar que está defendendo algo que não te pertence: o sentimento de outra pessoa.

Sindrome de Peter - Pan

Saca aqueles caras que volta-e-meia você encontra por ae: com pinta de moço bacana, sempre de calça big-e-camiseta, falando girias, com os pés mais nos 30 do que nos 20?
Pois é... Tipinho clássico. Sempre cheio de coisas boas, conversa com todo mundo, enche as meninas de elogios, diz que tem sonhos e não aceita a opinião de ninguém...
Esses caras são os Peter-Pans da vida. Cuidado: não são perigosos, mas não são muito mais do que homens com medo de ser homens.
Estive pensando esse dias. Coisinhas. E o fato de - sometimes - eu sentir-me só se resume as pequenas responsabilidades que resolvi acumular (e continuar acumulando) a longo da minha vida. Ou melhor, ao longo delas. Nada que seja assim tão complicado. Mas, tem coisas que te explodem na cara.
Alguma coisa já te explodiu na cara?
E o problema na verdade não é esse, pois sendo explodida ela se renova, se remenda.
Mas, e aquelas que atormentam? E aquelas que enchem o saco?? Prá sempre?
Hein??

Exploda-as!

segunda-feira, fevereiro 2

Mais uma noite - General Sih

Mais uma noite eu não 
Consigo dormir em vão 
Tentar respeitar o tempo que você pediu 
Eu tentei mudar  
Me diz como eu faço pra ver 
e eu dou mais espaço pra ter 
Respostas que antes eu não quis perguntar 
Não tente entender  
Mas não me prenda por favor 
Tudo que eu fiz foi por amor  
Se a chuva cair e levar  
Os pensamentos ruins que eu não quero pensar 
Se a chuva cair e levar 
Os pensamentos ruins que eu não vou mais  
Mais uma noite eu não 
Consigo dormir em vão 
Tentar respeitar o tempo que você pediu 
Eu tentei mudar  
Mas não me prenda por favor 
Tudo que eu fiz foi por  
Se a chuva cair e levar  
Os pensamentos ruins que eu não quero pensar 
Se a chuva cair e levar Os pensamentos ruins que eu nao vou mais

Solidão.

Onde estão as pessoas que me disseram que nunca me abandonariam?
Onde estão as pessoas...
Na verdade não quero mais ninguém...
Magoada demais.
Já disse mais adeuses do que minhas luas vividas.
Cansada...
Sozinha.
Que assim seja.
Amém

segunda-feira, janeiro 26

Irmãos mais novos

Não é segredos para os irmãos mais velhos que seus irmão caçilas os pertubam.
A minha não é diferente. Nem um pouco.
Mas, esse não é o problema, o problema é ouvir coisas que não devo e por conta dela e ela não 0uvir nada.

Grande m***** ter irmão...

segunda-feira, janeiro 19

Idéias pré-concebidas tem vida longa...

Interesse e relações humanas.

O que você diria prá uma pessoa, com a qual você tem algum tipo de envolvimento, se ela te disse:
- o que eu tenho por você é interesse.

A primeira vista você pode pensar nas piores coisas possíveis, mas pensando bem, que mal tem em se ter interesse?
Segundo Wikipedia: O interesse é algo que uma pessoa goste. Se, algo que alguém goste é bom, porque gostar é bom, o interesse - nessa linha de raciocínio - é bom. É através do interesse que as coisas acontecem, descobertas científicas, amores, avanços, soluções.
Sem interesse o ser humano não vive, não respira. Quando o interesse se manifesta, o ser humano se encanta, transcende a sua fase atual e busca o conhecimento de si e de outrem, para não falar no interesse de tudo.
Porém, essa palavra foi cunhada com um sentido negativo muito forte, quando na verdade, o interesse é importante para a evolução das coisas. Tudo começa com o interesse: interesse de duas pessoas em se conhecer, interesse de um professor em ser melhor, interesse de uma pessoa em aprender.
E assim como todas as coisas até mesmo o interesse pode evoluir prá algo maior. Por essas e outras eu digo: pense bem antes de achar o interesse ruim.


Stress e blog

Acho que ando escrevendo muitas bobagens aqui.
Não consigo terminar meus pensamentos ou argumentar de forma convincente.
Deve ser o stress total.

Enfim...

Tentarei mais.

domingo, janeiro 18

Eu - Mulher

Há pelo menos 2 dias atrás eu não me importava em me pegar pensando que eu era adolescente, que eu tinha sonhos e planos. Agora, nesse exato minuto não quero mais falar sobre isso.
Prá mim, admitir que cresci é um passo que eu não esperava, de forma alguma, dar. Mas, o fiz de forma tão impensada e descuidada que quando eu vi: já tinha passado. Nem deu tempo de sentir o sabor de transpor essa barreira. Não deu tempo de ver no espelho o que tinha mudado. Foi algo como aquela música dos Titãs....
Porém, o fato de crescer e reconhecer isso me deu a chance de perceber: sou mulher.
Pode parecer pouca coisa. Mas, não é...

sábado, janeiro 17

O dia em que eu sentii a sua falta

Lembro como se fosse hoje.
Foi no dia 02/07/2008. Talvez eu nunca esqueça. Talvez eu queira não lembrar.

Quando uma parte de nós morre, se separa e se dissolve no espaço o tempo fica doido: hora passa rápido, hora devagar. E é como se não conseguimos sentir o gosto das coisas. Ficamos com o nariz dormente e as mãos quentes ou frias demais. E choramos.
Ninguém sabe bem como passa. Mas, a saudade não passa assim....

Todos os dias são prá mim o dia em que senti a sua falta pela primeira vez, realmente.

quinta-feira, janeiro 15

Coisas que eu sempre quis te dizer - mas nos poupei do depois.

Não, não gosto de você.
Não gosto de suas atitudes. Dessa sua mania de achar que todos devemos algo a você.
Não gosto dessa sua mania de morte.
Dessa sua mania de verdade.
Não gosto desse seu autoritarismo, desse seu jeito.
Não. Não gosto de você.

quarta-feira, janeiro 14

Perdi

Todos carrregamos ilusões quando jovens. Fazemos planos, sonhamos, vivemos em um mundo de ilusões e de quimeras. Num eterno: tudo é possível - vou mudar o mundo!
As vezes, durante o caminho nos perdemos. Ou perdemos nossa beleza.

Perdi a minha. Meus sonhos e minhas esperanças. - Não que isso seja ruim. Significa que crescemos e que perdemos uma parte importânte destinada a infância.
Não digo que não sonho. Sonho. Porém, aprendi que a visa possui um fluxo e que esse fluxo é - imutável - e que não devemos lutar contra ele. Porque ele segue nossas convicções e lutar contra ele é lutar contra nós mesmos.
Não procuro coisas que se perderam, amigos que não se importam, familia que não presta. Não procuro as coisas que se foram de mim. Não me pertencem - nem hoje nem ontem - e o amanhã ainda não foi escrito. Deixo as portas abertas para que as pessoas podem ir e vir - sem problemas.
E ao perder essa infantilidade, sinto-me mais livre e mais apta a sonhar do que antes. Porém, não vivo mais no mundo das fadas, isso foi-me tirado - por mim ou por outrem - mas não sinto falta dessa parte. Hoje, sendo mais "adulta" encaro as minhas possibilidades, deficiencias e as minhas capacidade, procurando sempre o melhor.

Perder as vezes não é ruim. É diante dos fracassos que fazemos o sucesso.

segunda-feira, janeiro 12

Estavam sentados, jantando.
Sarah em seu melhor vestido. Hugo com sua melhor camisa de seda. Amaram-se talvez.
De repente, Hugo sente-se sufocar. Sarah sorri maliciosamente e bebe um gole de seu vinho tinto.

- Eu não pensei que você fosse tão longe! - disse Hugo com a sua voz sufocada, caindo no chão.

Sarah levanta-se, chega perto de Hugo - que está deitado no chão; morrendo - e abaixa-se suavemente. Com a mão em seus cabelos fala sedutoramente:

- Eu ainda não fui longe o bastante.

Levantou-se, pegou sua bolsa Prada e começou a deixar a casa. 
A ultima coisa que Hugo viu foram seus scarpins pretos envernizados, andando em direção à porta da frente.

sábado, janeiro 10




?

Marco Marciano - Lenine

Pelos auto-falantes do universo
Vou louvar-vos aqui na minha lua
Um trabalho que fiz noutro planeta 
Onde nave flutua e disco voa. 
Fiz meu marco no solo marciano  
Num deserto vermelho sem garoa  
Este marco que eu fiz é fortaleza,  
Elevando ao quadrado Gibraltar!  
Torreão, levadiça, raio-laser  
E um sistema internet de radar;  
Não tem sonda nem nave tripulada  
Que consiga descer nem decolar.  
Construi o meu marco na certeza  
Que ninguém, cibernético ou humano,  
Poderia romper as minhas guardas  
Nem achar qualquer falha no meu plano  
Ficam todos em fobos ou em Deimos  
Contemplando o meu marco marciano  
O meu marco tem rosto de pessoa  
Tem ruínas de ruas e cidades  
Tem muralhas, pirâmides e restos  
De culturas, demônios, divindades:  A história de Marte soterrada  
Pelo efêmero pó das tempestades  
Construi o meu marco gigantesco  
Num planalto cercado por montanhas  
Precipícios gelados e falésias  
Projetando no ar formas estranhas  
Como os muros ciclópicos de Tebas  
E as fatais cordilheiras da Espanha  
Bem na praça central um monumento  
Embeleza meu marco marciano:  Um granito em enigna recortado  
Pelos rudes martelos de Vulcano:  Uma esfinge em perfil contra o poente  
Guardiã imortal do meu arcano

Who é quem??

Estava eu e mnha prima andando no shopping aqui em Bauru, quando nós vimos um poster com Gretchen em uma banca de jornal que tem em uma das entradas. Aqui vai o diálogo:

Prima: Olha a Gretchen!!!
Eu: Who is Gretchen in the balada??
Prima: Ahn?
Eu: Who is Gretchen in the balada??
Prima: ...
Eu: Who é quem.
Prima: Quem é who???
Eu: Não!!! Who é quem!
Prima: Não sei....

quinta-feira, janeiro 8

Eu comigo mesma.

Já não aguento mais certas coisas da vida. Já não me prendo mais como me prendia, desesperada por um lugar onde ficar, pessoas para estarem comigo. Não. Não mais.
Faz um tempo já, eu entendi que se tiver que ser sozinha, serei sozinha. E não será aquela solidão triste, angústiada, daqueles que passam a vida esperando a morte. Não, será aquela solidão que me trará bons frutos, porque hoje eu sei me suportar, sei quem sou e o que eu gosto. Eu, comigo mesma, nos damos bem.
Perdi amigos. Ganhei cicatrizes dentro do meu coraçã e carrego alguns pecados em minha alma. Porém, isso não tem mais importância diante de tudo o que aconteceu comigo e da forma como me perdi de pessoas interessantes e importantes prá mim.
Não podemos medir as atitudes das pessoas, nem como prever as coisas que acontecerão. Isso nos foge das mãos, dos olhos, da alma. E por muitas vezes nos culpamos, nos perdemos. Diante disso não podemos fazer nada. Paramos, respiramos, as vezes até choramos, mas passa.
Descobrir que tudo é passageiro me fez ver o que é definitivo. E isso me torna livre. Porém, as vezes me entristeço. Me afogo, me afasto. Imperfeita, infiel e instável como algo que sempre muda e muda sempre. Assim me sinto. Diante de todas as minhas perdas, encaro a perda de mim mesma como a pior. 
Quando foi que cresci?
Quando foi que deixei de amar você?
Quando foi que esqueci seu aniversário?
Quando foi que eu acordei e não dormi mais?
Quando foi que eu abandonei meus sonhos e vontades?
Quando foi que me perdi de maneira tão estranha e distante de você?
Quando foi que nos reencontramos e não nos reconhecemos mais?
Quando foi que virei isso que eu sou? Quando?
Meu passado foi ruim. Fui ruim em meu passado. Fiz coisas que não me orgulho, fiz coisas que não conto a mais ninguém. 
Mas, o pior de hoje é não conseguir chorar. Não ter mais com quem....
As pessoas estão longe. Distante de meus olhos e minhas mãos. Pior é não poder chorar... Não poder contar o seu lado porque vão pensar que estou me fazendo de vitima. Não sou vitima, apenas me arrependo de alguma coisa que tenha feito. Não tenho esse direito? Não tenho o direito de me defender?
O peso desse dia-a-dia me ensurdece, emudece, desafina, sufoca. Não ter com quem falar.... Só as paredes para me ouvir...

Quando foi que apaguei a luz?

Agora que achei que estava indo bem... descubro que não...

quarta-feira, janeiro 7

O futuro.

O futuro me assustava. Hoje não, nem consegue me fazer cócegas....
Passei tempos e tempos fazendo planos, desejando coisas, vendo imagens do futuro em minhas histórias antes de dormir.
Depois de vários fatos ocorridos eu percebi que esse tal futuro é mais um gato manhoso do que um tigre-de-bengala imponente e agressivo.
E quem vai saber o que acontece depois desse minuto? Quem vai saber o que pode aparecer no meio do caminho? Assim... de repente... tudo se transforma e não podemos mais, não nos reconhecemos mais.
As pessoas que tiveram suas vidas reviradas, sacudidas, despedaçadas - essas pessoas sabem o que eu digo. Por vezes encontramos pessoas amigáveis. Por vezes não. Talvez consigamos reconstruir, lutar e crescer. Talvez não. E diante de todos os fatos mais obtusos que a vida nos traz, quem somos nós, como poderíamos prever o futuro? 
Futuro

Diante dele
Além dele
Se ele existir.