quarta-feira, agosto 26

Terra de ninguém

Trago minhas mãos sujas de sangue.
Grosso, espesso, amargo.
Trago meu peito carregado de sonhos.
De fé e de esperanças.
Toda a guerra tem sua contagem.
Mortos e feridos pra um lado.
Vencedores do outro.
Nada muda.
E nunca é o mesmo.
Além do fim?
Se nas minhas mãos trago sangue.
Nos meus olhos tenho estrelas.
Se meu peito é vazio.
Minha alma me completa.
Se no instante o dia aparece.
Num segundo se desfaz.
Minha terra é terra de ninguém.
Meus sonhos não são de ninguém.
Minha vida não me pertence.
Moro onde não existe nada.
Nada, na terra de ninguém.

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