quinta-feira, dezembro 18

Envagelho Segundo Jesus Cristo

Maria de Magdala conduziu Jesus até junbto do forno, onde o chão era de ladrilhos de tijolo, e ali, recusando o auxilio dele, por suas mãos o despiu e lavou, às vezes tocando-lhe o corpo de leve no peito e nas ancas, de um lado e do outro. Estes roces delicados faziam estremecer Jesus, as unhas da mulher arrepiavam-no quando lhe percorriam a pele, Não tenhas medo, disse Maria de Magdala. Enxugou-o e levou-o pela mão até a cama, Deita-te, eu volto já. Fez correr um pano numa corda, novos rumores de águas se ouviram, depois de uma pausa, o ar tornou-se perfumado e Maria de Magdala apareceu, nua. Nu estava também Jesus, como ela o deixara, o rapaz pensou que assim é que devia estar certo, tapar o corpo que ela descobrira teria sido uma ofensa. maria parou ao lado da cama, olhou-o cm uma expressão que era, ao mesmo tempo, ardente e suave, e disse, És belo, mas para seres perfeito, tens de abrir os olhos. Hesitando, Jesus abriu-os, imediatamente os fechou, deslumbrado, tornou a abri-los e nesse instante soube o que em verdade queria dizer aquelas palavras do rei Salomão, As curvas de teus quadris são como jóias, o teu umbigo é uma taça arredondada, cheia de vinho perfumado, o teu ventre é um monte de trigo cercado de lírios, os teus dois seios sçao como dois filhinhos gémeos de uma gazela, mas soube-o ainda melhor, e definitivamente, quando Maria se deitou ao lado dele, e tomando-lhe as mãos, puxando-as para si, as fez passar, lentamente por todo o seu corpo, os cabelos e o rosto, o pescoço, os ombros, os seios, que docemente comprimiu, o ventre, o umbigo, o púbis, onde se demorou, a renredar e a desenredar os dedosm o redondo das coxas macias, e enquanto isto fazia, dizia em voz baixa, quase nun sussuro, Aprende, aprende meu corpo.

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