Ele sabia que ela estava brava. Sabia que ela não o amava mais e nem gostava mais dele. Sabia que isso a protegia e a mantinha distante da pessoa que a machucara tanto. Só não sabia quanto tempo aquilo duraria.
As vezes havia um lampejo e ela voltava a ser doce e carinhosa e logo depois disso ela se fechava e se afastava, abandonando-o com um personalidade fria e indiferente, que não conversava, nem mostrava nada fora desprezo e raiva.
Ele não sabia o que fazer. Já havia feito promessas, dito que as coisas mudariam, mas ela sempre ia embora e deixava somente seu lado mau do lado dele. Talvez ele pensasse que depois de um tempo tudo ficaria bem. Gostava dela, porém, não dizia a ela o que ela precisava ouvir por não saber se aquilo seria bom ou não, e também por não saber se era aquilo o que sentia.
Mas, no fundo, sabia que ela só pensaria em voltar para ele se ele dissesse aquelas palavras e se sentisse que elas eram de verdade. Havia uma grande chance de tudo nem começar a melhorar e ele sentia isso e se esforçava para que isso não acontecesse.
No entanto, o fato de simplesmente não saber o que fazer com a raiva que ela sentia agora atrapalhava um pouco as coisas. As projeções e as energias estavam pesadas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário