Todos carrregamos ilusões quando jovens. Fazemos planos, sonhamos, vivemos em um mundo de ilusões e de quimeras. Num eterno: tudo é possível - vou mudar o mundo!
As vezes, durante o caminho nos perdemos. Ou perdemos nossa beleza.
Perdi a minha. Meus sonhos e minhas esperanças. - Não que isso seja ruim. Significa que crescemos e que perdemos uma parte importânte destinada a infância.
Não digo que não sonho. Sonho. Porém, aprendi que a visa possui um fluxo e que esse fluxo é - imutável - e que não devemos lutar contra ele. Porque ele segue nossas convicções e lutar contra ele é lutar contra nós mesmos.
Não procuro coisas que se perderam, amigos que não se importam, familia que não presta. Não procuro as coisas que se foram de mim. Não me pertencem - nem hoje nem ontem - e o amanhã ainda não foi escrito. Deixo as portas abertas para que as pessoas podem ir e vir - sem problemas.
E ao perder essa infantilidade, sinto-me mais livre e mais apta a sonhar do que antes. Porém, não vivo mais no mundo das fadas, isso foi-me tirado - por mim ou por outrem - mas não sinto falta dessa parte. Hoje, sendo mais "adulta" encaro as minhas possibilidades, deficiencias e as minhas capacidade, procurando sempre o melhor.
Perder as vezes não é ruim. É diante dos fracassos que fazemos o sucesso.
Um comentário:
"É diante dos fracassos que fazemos o sucesso."...
... engraçado... pq será que às vezes (ou mesmo às vezes, quase sempre...) é unica, simples e praticamente impossível se dar conta disso...
... nem sei mais quanto tempo faz...
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