quarta-feira, fevereiro 4

Terça Insana

Quem nunca ouviu falar desse programa, que se passa as terças no SESC São Paulo? Famosinho, não??
Mas, aqui a Terça Insana é outra, vou relatar a história de um grupo de amigos que fizeram suas terças mais uma experiancia de conhecimento próprio e do outro em uma ou duas terças-feiras de sua adolescencia. E, infelizmente, uma porcaria de reação que explodiu anos mais tarde por conta disso.

Eram amigos por mais ou menos um bom tempo. Em uma dessas reuniõezinhas em casa, os dois casais de amigos decidiram saber como era "estar" com outras pessoas. Nisso, resolveram se beijar, se abraçar e se exporem um para os outros. Enquanto eram esses quatros, não houve problemas. Pelo contrário!!! A Amizade até aumentou. Claro que os compromissados tiveram alguns problemas, mas nada que nunca pudesse ter sido resolvido...

O fato é: se empolgaram com esse auto-conhecimento e o estreitamento da amizade que esse "jogo" proporcionou. Resolveram tentar com mais dois amigos. Apesar de uma certa resistencia inicial de um dos membros.
Enfim, em uma bela madrugada de terça-feira, um grupo de cinco amigos (três meninas e dois meninos - entre eles um casal estabelecido) entraram em um motel para "jogar".
Jogaram. Não houve sexo, não houve mais do que duas taças de vinho pra cada um, não houve nada que não fosse consensual de todas as partes. E isso, estreitou a amizade, fortaleceu os vinculos e ficou entre eles. Mas, o nome do jogo se espalhou. E eles, que sabiam do que se tratavam, brincavam entre si, deixando as pessoas que não sabiam do que se tratava sem saber do que se tratava. (^^)
Depois de um tempo as coisas mudaram, um casal de desfez, um dos meninos começou a namorar uma menina que era amiga do grupo, porém não participou de nenhum jogo e não gostava muito de ouvir falar da tal Terça Insana.
Mais ou menos dois anos e poucos meses depois, esse casal referido acima, coloca as cartas na mesa, ou seja, ele explica pra ela o que aconteceu nessa terça insana. E ela, obvio, não gostou nem um pouco, mesmo não sendo namorada dele na época. Mas, na época, ela era amiga de duas, das tres meninas, que estavam envolvidas e que, no caso, se envolveram com seu atual namorado (mas que naqueles tempos era solteiríssimo!).
Resultado?
Ela resolve brigar com essas duas amigas mas fica com o namorado. Estranho não? Pois é. Os seres humanos lidam de formas muito estranhas com seus problemas. Ela não é diferente. O pretexto usado por ela para brigar é que: isso foi nojento e que elas deveriam ter contado pra ela.
Contado por que? Prá ela não falar com elas um pouco antes?
Agora, as amigas tem culpa e as relações são cortadas, porém, o namorado que tamb´me estava lá permanece em seu "posto" sem nenhum problema.

Essa história é baseada em fatos reais e eu nãio falei os nomes para que as pessoas fossem respeitas e porque não interessa.
Contei essa história de forma rápida para que eu pudesse, enfim, chegar ao que eu queria escrever aqui.
Muitas mulheres (e homens, por que não?) ao se verem "traidos" ou sentirem que seu relacionamento está de tal forma ameaçado por outra pessoa, imediatamente preocupam-se com aquele outro - que não o seu companheiro (a) - e resolvem logo tirar satisfações. Enquanto se distraem com uma terceira pessoa, perdem de vista aquele que é de seu interesse e esquecem-se da máxima: quando um não quer, dois não brigam.
Agora, se, em um relacionamento com duas pessoas, existe o fato de que seu parceiro(a) esteve com outra pessoa, essa pessoa é a ultima coisa que devia lhe interessar, devia mesmo é saber o porque seu amor resolveu - mesmo que por um tempinho - estar com outra pessoa. Mas, é mais confortável (não é mesmo) ir lá e dar uns tapas naquela piranha ou uns socos naquele canalha, do que olhar pra sua princesa ou pro seu principe e encarar a realidade de que existe a possibilidade dele querer, realmente, ter feito o que fez.

Caso isso ocorra com você, não opte pelo caminho mais confortável. Encare a realidade. Se não consegue viver com esse fato - termine seu romance. Mas, não faça cenas, não quebre a cara de ninguém, nem corra o risco de se iludir por pensar que está defendendo algo que não te pertence: o sentimento de outra pessoa.

Um comentário:

márcio disse...

Primeiro: Teoria do Caos Rulessss!!!! hauhauhauhauhauha

...

"... Enquanto se distraem com uma terceira pessoa, perdem de vista aquele que é de seu interesse e esquecem-se da máxima: quando um não quer, dois não brigam. ..."

... não é à toa que comparam alguns efeitos colaterais psíquicos da paixão aos de drogas pesadas... como é possível não enxergarmos algo tão óbvio... será só inexperiência e algum dia adquire-se ou desenvolve-se e tem-se consciencia e conhecimento de causa pra isso?!? ... pra não mais se deixar levar por sentimentos tão primitivos, instintivos e levianos?!?...

... imagino...