Essa não é uma guerra nova. Tampouco será curta. Mesmo defendendo que existem momentos em que as pessoas devem lutar por aquilo que acreditam, não creio que essa guerra se encaixe nesse quadro.
Vendo bem, o que aconteceu durante toda a história da humanidade, podemos dizer que os Judeus não são o povo mais querido do planeta (assim como os americanos). Não quero parecer sectarista, nem defender os palestinos com seus homens-bombas. Quero propor uma nova forma de se pensar aqui.
Todos sabemos do genocídio feito pelos nazistas, aquele lance todo dos 6 milhões de Judeus mortos por Hitler, e de certa forma, damos muito valor aos número aqui, não é? Mas, o que são números, quando se trata de pessoas? Que diferença faz se foram 6 ou 5 milhões? Foram pessoas que morreram! Homens, mulheres, crianças. Exatamente como, hoje, morrem homens, mulheres e crianças palestinas. E que diferença faz se foram palestinos, judeus, japoneses, coreanos, americanos, brasileiros? Ainda são pessoas. Ou não?
Agora, se vamos falar de números, falemos de números então.
Durante a Segunda Guerra Mundial o "saldo" - se podemos falar assim - de mortos foi de 50 milhões de pessoas. Só no Japão, a estimativa de mortos na explosão das bombas atômicas varia de 140 mil e 220 mil - isso, meus caros, sem contar as mortes posteriores devido aos efeitos da radiação. É um número alto, considerando que 90% dessas pessoas eram civis já solapados pela fome, frio, doenças, falta de médicos, de remédios, de esperança e, considerando também o tamanho das ilhas niponicas. Na Rússia foram 18 milhões de pessoas mortas - diga-se de passagem esse número é três vezes maior do que o número de Judeus mortos nos campos- isso inclui civis e militares. Na polônia foram 5,8 milhões; na Alemanha (tão temida nazista) forma 4,2 milhões. Somando todos os outros povos com números não tão significantes, temos no final da Segunda Guerra 50 milhões de mortos. 50 Milhões de pessoas!!!
Agora, vamos dar dados mais modernos. Na Chechenia, durante os anos de 1994 e 1996, morreram aproximadamente 35 mil civis chehcenos, 7.500 militares russos, 4 mil combatentes chechenos e, além dessa mortandade toda, estima-se que de 80 a 100 mil civis chechenos tenham sido assassinadas. Na guerra do Vietnã, foram de 3 a 4 milhões de vietnamitas (dos dois lados) que morreram, 2 milhões de cambojanos e laoianos e 50 mil soldados americanos mortos. Façam as contas e vejam que os números ficam insiginificantes diante disso.
Na Africa, 11 mil crianças morrem de fome por dia, esse número, quando tornado mundial nos mostra que 1 em cada 7 pessoas morre de fome. 1,3 bilhões de pessoas não tem água para beber.
Acho que já mostrei a insignificância dos números aqui. O que eu quero dizer agora é que: se déssemos a toda nação - que teve mortos em algum conflito qualquer - o direito a se defender e a dizimar alguma outra não estaríamos mais aqui! O que os Judeus fazem não é certo. Além de seu poder bélico ser superior, eles insistem nessa guerra infinita à decadas. Não defendo os terrostitas do Hamas, mas vejam bem e ponderem. Nossa própria televisão nos coloca do lado dos Judeus.
E a questão é que não devemos tomar partido de Judeus ou Palestinos, Americanos ou Iraquianos; devemos tomar o lado do que é humano. Essa guerra, definitivamente, não é humana. Nada que envolva pessoas se matando é humano. Humano é sinonimo de benevolência. Guerras não são benevolentes.
As pessoas entram nessa onda do terrorismo porque perderam pai, mãe, filhos, esposa, maridos; ou seja, pessoas importantes e desejam vingança por isso. Aqueles que superam e se reconstroem são tidos como exemplos mas, podem, simplesmente, serem vistos como covardes. Agora, pensem bem. E se fosse você? Seu irmão mais velho? Seus pais? Seus filhos? Você não lutaria? Não estou promovendo a guerra, pelo contrário, quero que percebam que os número que a mídia nos passa só nos mostra quão insensível podemos ficar diante de qualquer situação.
Não deveriamos ensinar as pessoas à se amarem? A ser solidárias? A ser tolerantes? A respeitar??
E você? O que está ensinando? O que está aprendendo?
Pense nisso...